Detalhar som

Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Anseriformes
Família: Anatidae
 Leach, 1820
Subfamília: Anatinae
 Leach, 1820
Espécie: H. atricapilla

Nome Científico

Heteronetta atricapilla
(Merrem, 1841)

Nome em Inglês

Black-headed Duck


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Marreca-de-cabeça-preta

A marreca-de-cabeça-preta é uma ave anseriforme da família Anatidae.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) heteros = diferente; e nëtta = pato; e do (latim) ater = preto; e capillus = cabelo da cabeça. ⇒ Pato diferente com cabelo preto. “Pato cabeza negra” de Azara (1802–1805) (Heteronetta).

Características

Mede entre 35 e 43 centímetros de comprimento. O macho e pesa entre 434 e 680 gramas e a fêmea entre 470 e 720 gramas.
O macho possui cabeça negra e bico preto com a base proximal da maxila de coloração vermelha. Esta base vermelha na maxila é sazonal e está presente apenas durante o período reprodutivo. A região dorsal apresenta coloração preta-acastanhada, minuciosamente manchada e vermiculada com canela ou castanho pálido. As pontas das rêmiges secundárias e das coberteiras são brancas, formando duas estreitas barras alares brancas. O peito castanho e o ventre brancacento, são manchados de marrom, dando a estes uma aparência marmórea.
Tarsos e pés são castanho-acinzentado escuro com sombreamento esverdeado. Íris marrom.
A fêmea é maior, apresentando plumagem parda e uma faixa superciliar branca. A face da fêmea é esbranquiçada; seu mento e garganta são brancos.
O imaturo é semelhante a fêmea da espécie.
Os pintainhos são de coloração amarelo escuro característica, com manchas preto-amarronzadas. Como característica distintiva, apresenta uma linha vertical fina e escura que corta a sobrancelha amarela ligando o olho a coroa. Maxila preta com as bordas amarelas, mandíbula amarelada. Pés de coloração cinza escura (Blake, 1977).

Subespécies

Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).
(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).

Alimentação

A marreca-de-cabeça-preta se alimenta principalmente pela manhã, mergulhando a cabeça e filtrando a lama. Come principalmente material vegetal, como sementes, tubérculos subterrâneos, folhagem herbácea verde de gramíneas aquáticas e juncos, gramíneas marinhas e ervas daninhas de lagoas submersas. Também podem comer alguns invertebrados aquáticos. Segundo Weller (1967) a análise de algumas moelas indica que alimenta-se de sementes e também de caracóis.

Reprodução

Como cerimônia pré-nupcial, o macho estica o pescoço e infla bolsas bilaterais presentes nas bochechas bem como a porção superior do esôfago, eriça as penas da cabeça e pescoço e balança a cabeça para frente e para trás para atrair suas parceiras.
Machos e fêmeas acasalam-se com vários companheiros durante a época de reprodução (Hohn, 1975). Reproduzem duas vezes por ano, no outono e na primavera. As fêmeas colocam seus ovos nos ninhos de outras espécies. Depositando 2 ovos, em média, por ninho. O ovo é branco mede 43 x 58 mm; o período de incubação é de cerca de 24 a 25 dias. As espécies hospedeiras da marreca-de-cabeça-preta fornecem cuidados parentais apenas para incubação, sendo que os pintainhos incubados pelo hospedeiro permanecem no máximo 1 ou 2 dias no ninho antes de deixa-lo por conta própria (Weller, 1968).

Hábitos

São aves migratórias, voando em bandos de até 40 indivíduos. Como não fazem ninhos, eles não são territorialistas. Eles se movem por uma grande área a procura de ninhos de hospedeiros. As marrecas-de-cabeça-preta se alimentam principalmente no início da manhã, descansam em terra durante o dia e nadam principalmente durante a noite. Durante a noite, tanto o indivíduo masculino quanto o feminino patrulham os locais de nidificação próximos procurando por hospedeiros adequados (Rees & Hillgarth, 1984 ; Weller, 1968).
Habita banhados sem vegetação alta. Encontrado em pântanos de água doce semi-permanentes, dominados por extensas áreas colonizadas por totora (Scirpus californicus). Fora da estação de reprodução pode ser vista em lagos, valas na estrada e às vezes em campos inundados (Weller 1967).

Distribuição Geográfica

Ocorre do norte do Chile e Argentina ao Uruguai, Paraguai e Bolívia. No Brasil, é observado no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

Referências

Consulta bibliográfica sobre as subespécies:

Galeria de Fotos